quarta-feira, 26 de novembro de 2014

EMILIA NA EMBALAGEM 06

não
gostava
de ser
um chamariz
sentia-se
uma isca
um grão
cozido
perfurado
pelo metal
anzol
e sem saber
nadar
ser jogado
aos peixes
para alimento
e fazer flutuar
a farsa
condição
ao que é
normalidade
e começou
a viçar
mal estar
perturbações
que contaminavam
sua exuberância
sentia-se contaminado
por uma praga
um vírus
que se espalhava
e somente
conseguia ver
a epidemia
ao seu redor
lugares
que deu o nome
de perturbação
onde não pode
mais
calcular
coordenar
escrever
ou ler
perdeu
o sorriso
lisonjeado
honrado
ao ser
chamado
por mim
de Visco
o que guardo
é que antes de preferir
morrer
nos
separamos
prometemos
um ao outro
amor
cálido
e sempre manter
contato
mesmo que pálido
na dor

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