buscava
um lugar
chamado espaço
entre um pensamento
e outro
batia a cabeça
contra a parede
e sua textura
esburacada
como um pendulo
do tempo
fundia-se contra o espelho
trincado
a refletir
o corredor riso histérico
desejava
mergulhar
no mar
congelado
e se chocar
contra a parede
de gelo
e segurava
com as mãos
o próprio crânio
em seus pensamentos
formavam a paisagem
e suas possibilidades
ninguém ouviu
o grito
se desintegrado
em sua cama
como um filme
borboleta
voando
e batendo suas asas
coloridas
e doloridas
em película
cordas vocais
pelo ruído retorcido
grito dos sentidos
e foi desaparecendo
com a falta de controle
diante da ilha
lamina cortante da noite




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